Clube Ornitófilo Ribatejano

O Clube Ornitófilo Ribatejano foi fundado em 20 de Março de 1986, por um grupo de sócios de entre os quais se destacam os sócios N.º 1 e 2 respectivamente Carlos Lucas e Carlos Matrena. A criação desta colectividade é fruto e sequência lógica da evolução de uma associação já existente mas não constituída legalmente e que se denominava uma secção da Associação Avicultores de Portugal, até esta altura a entidade que representava a totalidade da ornitologia portuguesa.

Com a evolução da ornitologia nacional e com a criação de duas entidades que desempenhavam o papel de Federações, a filial ribatejana da AAP teve a necessidade de se tornar numa colectividade autónoma e independente da AAP passando a estar filiada na AOSP – Associação Ornitológica do Sul de Portugal, na qual o presidente do COR por inerência assumia o cargo de presidente da Assembleia Geral.

Durante todo este período o COR teve como presidente da Direcção o Dr. Carlos Pereira Lucas, sócio fundador e actualmente sócio honorário. Por altura do verão de 1994, o presidente em exercício convocou uma assembleia-geral extraordinária a fim de conseguir juntar um número suficiente de sócios, que permitisse realizar a Expo-Aves, uma vez que sentia não ter meios humanos para a realizar pelo facto de estar praticamente sozinho à frente dos destinos do COR.

Nessa altura foi criada uma comissão organizadora para organizar a Expo-Aves 92, que foi encabeçada pelo Sr. José Ferreira, que mais tarde em conjunto com António Silva viriam a formar uma lista candidata às eleições do clube, tendo como presidente o Sr. José Ferreira. Nesta altura foi iniciado um trabalho que muito contribuiu para que o COR hoje tenha a grandeza que apresenta no quadro da ornitologia portuguesa. Neste período que durou cerca de 6 anos o COR participou activamente nos organismos nacionais, tendo colaborado e incentivado a alteração de estatutos da AOSP, acabando com a situação de cargos impostos por inerência e passando a existir eleições por listas completas.

Depois desta alteração aos estatutos o COR teve pela primeira vez elementos dos seus corpos sociais na Direcção da AOSP. Uma lista organizada por quatro colectividades, tendo como presidente da Direcção António Silva e vice-presidente José Ferreira ambos do COR venceu as eleições para os órgãos sociais da AOSP contra uma lista apresentada maioritariamente pela AAP. Esta mesma lista promove a alteração da denominação da AOSP para FOSIP – Federação Ornitológica do Sul e Ilhas de Portugal, e elabora novos estatutos e cria um regulamento interno.

Em Dezembro de 96 o COR atinge o seu ponto mais alto em organizações ornitológicas, ao organizar o 1º Campeonato Nacional realizado fora de Lisboa. O referido certame teve a maior participação de expositores alguma vez atingida e contou com a participação activa da AONP e da FOSIP terminando com o velho litígio existente entre norte e sul.

Em princípios de 1999, este grupo que presidia aos destinos do COR desde 92, por motivos pessoais diversos não se candidatou ás próximas eleições, tendo os órgãos sociais sido eleitos em lista única presidida pelo Sr. João Lopes, que se manteve no cargo até inicio de 2005. Neste período o COR continuou a manter o seu papel activo na Federação, tendo o seu presidente desempenhado o cargo de 2º secretário da FOSIP e participado na alteração de denominação para FPO – Federação Portuguesa de Ornitologia.

Em Janeiro de 2005 surgem no COR duas frentes distintas em relação à política a adoptar em relação à FPO e a uma nova federação, recentemente constituída denominada FOCIP – Federação Ornitológica Continental e Insular de Portugal. A direcção em funções apoia a FPO, enquanto um grupo organizado de sócios defende a transição para a FOCIP, apresentando as suas razões. Perante este cenário em 2005 surgem a sufrágio pela primeira vez na história do COR duas listas candidatas aos órgãos sociais do clube. Vence a lista A presidida por António Silva, que assim volta à direcção do clube depois de cerca de 6 anos no cargo de presidente do Conselho fiscal. Esta lista apoiava a transição para a FOCIP e como tal solicita uma assembleia-geral para apresentar aos sócios essa proposta. A maioria dos sócios legitima a direcção a proceder à transição, ficando o COR até esta data filiado na FOCIP.

O COR nestes 22 anos de existência, conta no seu historial com a organização de 18 exposições ornitológicas, um campeonato nacional de ornitologia tendo conquistado o 2º lugar por clubes, um campeonato ibérico, inúmeros colóquios técnicos e a organização do 1º congresso nacional de ornitologia realizado no Cine-teatro do Entroncamento e onde participaram a FONP, o CPJO e inúmeros clubes nacionais. A FOSIP não se fez representar, por recusa da sua direcção embora tenha sido convidada.

Em Janeiro de 2008 e depois de imensas reuniões com o Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Entroncamento, a direcção presidida por António Silva consegue a cedência de um espaço a fim de edificar a sede social do COR. Finalmente depois de mais de vinte anos a sonhar com um espaço o COR tem a sua primeira sede social própria.

Em finais de 2008 começa a sentir-se um mal estar generalizado no seio da FPO. A insatisfação dos clubes em relação ao presidente da Federação e às suas posições na vida ornitológica nacional, levam a um desencadear de acções que terminam com a maioria dos Juizes dessa federação a suspenderem a actividade. Perante esta situação e devido ao facto de a FOCIP estar cada vez mais próxima da sua integração na COM-P, uma grupo de pessoas ligadas à FPO pede uma reunião com a FOCIP a fim de se estudar uma reunificação. Como a postura da FOCIP sempre foi a união da ornitologia no seu todo (e não somente entre a FPO e FOCIP), mas uma vez que não parece possível a unificação total com a FONP, achou que seria melhor esta união do que nada. Desta vontade nasceu em meados de 2009 a FOP - Federação Ornitológica Portuguesa Cultural e Desportiva, com o total apoio e colaboração do COR, uma vez que aquilo que o COR sempre defendeu e alertou em relação ao Sr. Rui Viveiros estava então devidamente visto e esclarecido por todos os membros da antiga FPO.

Direção

André Vicente

Presidente

José Manuel Silva

Vice-Presidente

Vitor Nobre

Tesoureiro

João Machado

1º Secretário

João Alcobia

2º Secretário

Francisco Campos

1º Vogal

João Gaudêncio

2º Vogal

Vitor Ferreira

3º Vogal

Fábio Bernardino

4º Vogal

Assembleia Geral

António Silva

Presidente

José Brogueira

1º Secretário

Luis Laranjeira

2º Secretário

Concelho Fiscal

José Ferreira

Presidente

João Pires

1º Secretário

Bruno Ribeiro

2º Secretário